Instituições de qualquer país podem participar do FP7, mas há categorias diferentes que definem sua participação em determinados editais ou programas de trabalho (workpackages). Podem participar instituições dos Estados-Membros da União Européia (UE), Países Associados e Países Terceiros:
* Estados-Membros: os 27 países membros da UE;
* Países Associados: países que têm acordos de cooperação em ciência e tecnologia com a Comunidade Européia e contribuem financeiramente ao orçamento do Programa-Quadro (FP), como Suíça, Islândia, Israel, Liechtenstein e Noruega.
* Países Candidatos: reconhecidos como candidatos à adesão à UE.
* Países Terceiros: países que não são Estados-Membros.
* Países Parceiros de Cooperação Internacional: Podem ser divididos em emergentes (ex. Brasil, África do Sul, China, Índia, Rússia, México) e em desenvolvimento (ex. Equador, Peru, Vietnã, Cuba, Panamá). Veja a lista de ICPCs.
O Brasil é um dos países que mais cresce na cooperação com a União Européia. É interessante ressaltar que o Brasil pode participar de todos os editais, com raras exceções.
Quem pode participar?
* Grupos de investigação universitários ou em institutos de investigação;
* Empresas que pretendam inovar;
* Grandes, médias ou pequenas empresas;
* Associações ou agrupamentos de empresas;
* Administrações públicas ou governamentais (locais, regionais ou
nacionais);
* Investigadores em início de carreira (estudantes de pós-graduação);
* Investigadores experientes;
* Instituições que giram infra-estruturas de investigação de interesse transnacional;
* Organizações internacionais;
* Organizações da sociedade civil.
Vantagens para empresas
* A Comunidade Européia incentiva fortemente a participação de empresas no Programa-Quadro;
* Acesso a resultados de pesquisa de todo o consórcio, multiplicação do alcance dos próprios esforços de pesquisa;
* Os contatos podem ser utilizados para relações comerciais futuras e exploração de novos mercados;
* Apoio na elaboração de contratos de pesquisa para pequenas e médias empresas;
* Pesquisas pré-competitivas realizadas em parceria reduzem o risco comercial;
* Crescimento da competitividade pelo envolvimento com o conhecimento transnacional e redes de tecnologia.
Vantagens para a sua instituição de pesquisa ou universidade
* Valor agregado de uma rede internacional (novas idéias e experiências);
* Aumento da base financeira para atividades de pesquisa;
* Financiamento de 100% do projeto pela Comunidade Européia;
* Apoio institucional direcionado a Redes de Excelência;
* Interação entre pesquisadores para estabelecer novas competências;
* Compartilhamento dos altos custos da infra-estrutura de pesquisa;
* Dimensão internacional agrega status/valor para a pesquisa.
Vantagens para o pesquisador individual
* Promoção da carreira de pesquisador internacional por meio do Programa de bolsas Marie Curie;
* Possibilidade de tornar-se o “pesquisador principal” em projeto de pesquisa de ponta no âmbito do FP7.
Vantagens para a Organização Internacional
* Intercâmbio de conhecimento e experiências, além do estabelecimento de parâmetros de comparação internacionais;
* Distribuição de custos entre os parceiros do consórcio;
* Aumento da complexidade e especialização – aquisição de base maior de conhecimento;
* Financiamento europeu possibilita pesquisa cooperativa;
* Valor agregado de exploração internacional (novas aplicações).